O som das ondas
Sentada no degrau das escadas mais próximo do mar, desligo os fones e começo a ouvir outro tipo de música. A música das ondas a rebentar nas rochas e a voltar para trás enquanto ganham força (novamente) e sentem o sabor da liberdade.
Fico atenta ao corrupio das gaivotas, em torno do candeeiro cinzento, que me anuncia o aproximar da tempestade.
Estico as pernas e apoio os braços nas escadas superiores! A maresia começa a percorrer o meu rosto e os traços de sal fixam-me os caracóis. Nesse instante sinto-me como se tivesse saído da rotina dos dias tóxicos, apressados e corriqueiros e entrasse num mundo (paralelo) onde não havia pessoas a gritar, carros apresados, nem tarefas que já deviam ter sido feitas assim que nasci. Que bom que bom que é sentir essa liberdade e permitir que me desamarre do que faz mal.
Gostava que estivesses lá comigo! Gostava que te encostasses a mim e sonhasses comigo.