I had a dream

Enquanto descia a rua, ainda molhada da tempestade da noite anterior, ouvia os pássaros e o vento a agitar, levemente, as árvores. Era como se a tempestade da noite anterior fosse uma descompressão do universo; agora que já mandou toda a sua fúria embora já está sereno e sorridente. Dai o sal tão radiante.
Depois de ter chegado ao fim da avenida e de ter deixado, para trás, alguns bancos decidi aproveitar o último e ficar a contemplar as flores da praça, as pombas a deambular pelo jardim, em busca dos últimos grãos de milho e as mães a passear com os filhos e a aproveitar o sol e a calma do fim de semana.
Numa dessas passeatas uma criança caiu no chão e soltou um pequeno grito de dor e de suplica para a mãe a ajudar a levantar e a acarinhar para que a dor passasse. Foi nesse momento, no meio de um sobressalto que acordei e olhei à minha volta. De facto, era manhã de sábado, o sol estava lindo e brilhava la fora; mas eu não estava a descer a avenida a desfrutar das sensações provocadas pela natureza. Mas sim, deitada no meu sofá com um livro que caiu no chão depois de ter adormecido enquanto o lia. Reflexo dos tempos.
Boa Noite!