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Desabafos de uma Adulta ao Contrário

Retalhos soltos de uma Mente que não pára !

Desabafos de uma Adulta ao Contrário

Retalhos soltos de uma Mente que não pára !

31.12.20

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Hoje venho para vos falar de um filme que vi (esta tarde) e que me deixou emocionada, pensativa e com a certeza que ainda existem pessoas que se regem pelos princípios certos; como o amor, a partilha a entreajuda e o deixar de pensar no bem-estar próprio em troca de ver alguém feliz.

Trago-vos o “Soul, uma aventura com Alma”!  Um filme americano de animação produzido pelo Walt Disney e Pixar animation Studios. Apesar de ser um filme de animação toca em questões muito pertinente e de uma forma extraordinária. Coisas tais como: a morte, a partilha, a resiliência em torno do que acreditamos e nos faz feliz. Alerta-nos também para a importância de segundas oportunidades e para a importância de não as desperdiçarmos, de fazermos diferente e aproveitar cada oportunidade para ser feliz e não perder tempo com que não interessa, mas sim a lutar por aquilo em que acreditamos e nos faz feliz.

Se tiverem oportunidade e tiverem interesse vejam. Não vai haver arrependimentos apenas de ainda não ter visto mais cedo.

P.s:  alerto para o facto de poderem cair algumas lagrimas, mas nada em exagero. Mais no final e fruto da mensagem que é passada e das coisas para que o fim nos transporta.

30.12.20

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O que vêem ?
O que sentem?
O que terá acontecido aqui?
Que histórias estão por detrás da madeira queimada e das pedras no chão?
Será capaz o ser humano de tomar conta ( como deve ser) de um tesouro tão grande e de um bem tão precioso como a Natureza?
O que acontecerá se continuarmos a tratar dela tão mal e tão violentamente?  

- E não podemos dizer que ela não se manifesta. São diversos os alertas, gritos lágrimas e pedidos de socorro.
E hoje sinto que andei 20 anos para trás e voltei a idade dos "porquês", onde questionava tudo e achava que a resposta certa me iria ajudar a mudar o mundo, para melhor.

Boa Noite e desculpa (Natureza) por te agredirmos tão bruscamente e de forma descontrolada sem pensarmos no tanto que nos dás.

29.12.20

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Atenta aos pormenores e de olhos postos nas águas (limpas) do rio sento-me nos bancos de pedra (frios) e aproveito para ganhar folgo, descansar um bocadinho e beber uma garrafa de água fresca.

A manhã estava solarenga e tranquila e eu tinha acordado bem-disposta então decidi fechar o computador, deixar o trabalho e ir correr um bocadinho! Coisa que já não fazia algum tempo.

            Escolho sempre o mesmo percurso. O parque que tem como acompanhante o rio Zêzere em toda a sua área.  Escolho este caminho porque me leva de volta á infância e a liberdade de brincar na rua sem medos, rotinas ou compromissos. Escolho-o , também, porque de certa forma é um lugar que me faz parar, encher os polmões de ar e não perder tempo a pensar no futuro, nas expectativas que os outros têm e em todas as coisas que precisam de ser feitas e não (como na infância) ninguém vai fazer por mim. Tenho mesmo que fazer. Sem mais palavras escolho este lugar porque me faz sentir livre. E como é bom ser livre, ser transparente. Estar de cara lava e por segundos apreciar o milagre da vida e a beleza que é: Ver a água a correr, os pássaros felizes a brincar na água serena e por fim as folhas castanhas dos carvalhos que anunciam o Outono.

            Boa Noite e sempre que poderem arranjem o vosso rio, que vos faz ser vocês, parar, respirar ar puro e a cima de tudo ser felizes.

27.12.20

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Depois de alguns quilómetros percorridos conseguimos alcançar o topo da montanha. A parte melhor desta caminhada entre vales e montanhas, pedras e madeiras caídas no chão e com a brisa (agradável) que acorda o nosso corpo e a nossa mente para nos relembrar como é bom estar em paz e como é impagável a possibilidade de passar uma tarde num sítio que é digno de um conto de fadas, como o que podem ver.

Este paraíso intitulado como passadiços do Orvalho pertence ao concelho de Oleiros, Castelo Branco e permite-nos atingir uma liberdade e uma calma incrível. Desde a paisagem que nos permite observar à sensação de tranquilidade e pureza proporcionado pelo contacto com a natureza.

É um óptimo lugar para fugir à agitação e ruído da rotina do dia-a-dia, ás tecnologias que por vezes nos prendem em casa e fazer com que possamos ter tempo para pensar, reflectir, meter as ideias em ordem e regressar a casa com as pilhas recarregadas, cheios de boa energia e com a vontade de agradecer por Portugal ter sítios tão bonitos como este que nos fazem sonhar (bastante) e acreditar que por muitas coisas más que nos aconteçam e por muito negro que o cenário seja existem sempre coisas boas e bonitas pela qual vale a pena agradecer e sorrir.

Boa noite e quem puder visite que prometo que não se vai arrepender e vai valer a pena.

22.12.20

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Hoje estou como o tempo um pouco furiosa e sem jeito!

Não me apetece dizer nem ouvir nada... Talvez seja porque este ano o Natal vai ser diferente de tudo a aquilo a que sempre fomos habituados ou simplesmente porque preciso urgentemente de abraçar os meus e recarregar as baterias para que possa sair do "stand by" ou, por fim, porque este clima de incerteza que nos tem tentado atingir desde o inicio do ano consegui abalar a minha fortaleza e , assim, atingir-me a mim.

Com a mente confusa e sem previsões de melhora no humor ou na alegria resta-me ficar a olhar e a ouvir o mar e agradecer por todas as coisas boas que mesmo em tempos de tempestade chegaram até mim e acreditar que amanhã o nevoeiro foi embora e o dia será muito melhor e cheio de sol.

Boa noite,

Não se esqueçam de agradecer as coisas boas, de valorizar as más e sorrir , sempre, com a convicção que o amanhecer será risonho.

21.12.20

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Num ano tão atípico como este resta-nos focar nas coisas boas e aproveitar todos os momentos para alinhar o corpo e a mente e não deixar que esta nuvem negra nos leve o sol para sempre.

Para mim, ouvir e observar o mar é um desses momentos. Acalmo, sereno e coloco todas as ideias em ordem, mas sem pressas... Com tempo para que cada peça de roupa vá para a gaveta certa e não seja preciso voltar a arrumar novamente.

Costumo dizer que "perder" tempo connosco e ouvir o que o nosso corpo e mente precisam é como que ganhar a lotaria sem termos jogado.

Tem sido um ano duro e muito incerto mas eu acredito que no meio de tanta neblina houve raios de sol que conseguiram trespassar, iluminar e trazer à nossa lembrança valores e conceitos que estavam um pouco esquecidos. Não (só) por culpa própria mas também por culpa da agitação que nos é imposta no dia - a-dia para que nada fique por fazer.

Aprendemos a valorizar o momento, o tempo que podemos sair e estar todos reunidos, a ter (mais) tempo para os filhos, aprendemos a parar e a ter tempo para nós. A estar em casa e a utilizar apenas as 24 horas diárias sem desejar que estás duplicassem... Talvez isso seja o lado bom da pandemia.

Para caracterizar este ano acho que utilizaria a seguinte frase de alguém com quem me identifico bastante ( Fernando Pessoa): " Pedras no meu caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo"

Boa noite,

Espero que todos consigam construir um castelo que se torne numa fortaleza e num enorme porto de abrigo! 

10.12.20

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Hoje o dia está bastante cinzento e como companheira traz a chuva.  Assim sendo e como os tempos o exigem é altura de ficar por casa, acender a lareira e viajar; a ler um livro, a ouvir música… ou simplesmente viajar ao som da chuva enquanto me deixo aconchegar pelo calor da lareira.

A minha viagem foi longa e levou-me para tempos incríveis em que fui tão feliz e aprendi tanto e de tudo um pouco. Levou-me para os meus tempos de infância. Levou-me para as tardes de inverno passadas em casa da minha avó, sentadas à lareira enquanto ele me fazia rir com as histórias de antigamente…  Mas que histórias...

Hoje talvez por causa do tempo, talvez porque a saudade aperta ou simplesmente porque não devemos deixar cair em esquecimento aqueles que foram tão importantes para nós lembrei-me de uma história, em particular, que a minha avó contava e que eu vos vou contar-te tal e qual como ela me contou durante vários anos da minha infância:

“Há muito tempo atrás existia uma senhora que estava a vender queijo na sua loja, quando entra um senhor, e sem mais demora, lhe diz:

- Bom dia! A senhora conhece as três verdades do mundo? As mais sabias e verídicas que podem existir?

- Eu não e se fosse possível gostava que me pudesse ensinar, já que tão verdadeiras são.

- Posso sim senhora, mas por cada uma tem que me deixar dar uma trinca neste queijo, disse ele entusiasmado.

A senhora pensou um bocado, mas como a curiosidade falou mais alto acabou por dizer:

- Temos negócio. Vamos lá a isso então!

Após dar a primeira troca diz:

- Então cá vamos. Esta é a primeira: Tanto sol vai fazer que, mais tarde ou mais cedo, chuva vai chover.

Faz uma pausa. Vê que a senhora não diz nada dá mais uma trinca e afirma:

- Vamos lá para a segunda então: Tanta chuva vai chover que, mais tarde ou mais cedo, o sol vai aparecer.

Ao ouvir aquilo e a perceber que o senhor se estava a tentar aproveitar dela, apenas, para conseguir provar o queijo sem ter que pagar diz com um tom um pouco chateado:

- Então e a última qual é? Ainda não me disse nada que eu não soubesse já!

O homem da a última trinca e com o tom de riso e diversão (por ter conseguido levar a senhora a dar-lhe o queijo) exclama:

-  A terceira e última é que a senhora já mais vai conseguir vender esse queijo pelo preço dos outros".

 

Nunca percebi o porquê da minha avó me contar isto tantas vezes. Talvez para ensinar que nem sempre é bom sermos demasiados curiosos, talvez para me mostrar que existem pessoas com atitudes menos boas capazes de tudo para atingir os seus objectivos ou simplesmente para me fazer rir. Era isso que acontecia. E acontece. Passados tantos anos, sempre que me lembro inevitavelmente fico a sorrir.

Boa Noite!

06.12.20

Hoje estou neste registo! Não preciso de ser fã, não precisa de ser famosa, não precisa de ser uma pessoa conhecida para ficar em choque com uma morte assim! Repentina, cedo de mais e sem uma possibilidade de uma despedida ou explicação.

Sempre que vejo noticias assim ou sei de mortes como esta o meu coração aperta e na minha mente fica uma névoa tão serrada que me deixa triste o resto do dia. 

Faz-me pensar em todas as vezes que me chateei sem necessidade, faz-me reprovar todas as vezes que disse que não podia estar com alguém apenas por que não me apetecia sair de casa e faz-me (mais que nunca) ter a certeza que somos meros sopros de vento (podemos desaparecer a qualquer momento); que não temos qualquer controlo sobre estas coisas e que existem coisas que vão muito para além da física, das aparências e de  tudo aquilo que o dinheiro pode comprar! 

Por isso vamos amar mais, vamos dizer (mais) o que sentimentos, vamos colocar amor em tudo o que fazemos e vamos fazer tudo hoje com a certeza que amanhã estamos cá e que arranjamos , outra, coisa para fazer e a cima de tudo vamos aproveitar esta riqueza que nos é dada ao qual damos o nome de vida.

Fica aqui a minha homenagem e a minha força para a família da Sara bem como para todos as famílias que tiveram que perder alguém assim de uma forma tão abrupta ou sem se poder despedir independentemente da idade e a todos os anjinhos que partem sem lhes ser dada a possibilidade de viver tudo o que ambicionaram que possam descansar em paz e que onde quer que estejam que possa adormecer e descansar em paz.
Boa tarde!

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